“82% dos usuarios brasileiros ativos em abril, que acessaram a web de casa, navegaram utilizando banda larga. Comparando com o mesmo mês de 2007, o crescimento dos usuarios de banda larga foi de 53% - eram 11,9 milhões, agora são 18,3 milhões. De acordo com o Ibope, em abril, 22,8 milhões de pessoas usaram a internet residencial, 41,3% a mais que em abril de 2007. O tempo médio de navegação por usuário ficou em 22 horas e 47 minutos por pessoa, 4,9% acima do registrado no mesmo mês do ano passado.” fonte: Ibope NetRatings, relatório mensal sobre audiência da internet no Brasil.
As empresas precisam acompanhar o crescimento da internet em números percentuais e principalmente de números absolutos. Estamos diante de um canal de comunicação diferente de qualquer outro, com a internet é possível trabalhar mercados de nichos e de massa, pois nos últimos meses a classe C e D, tem adquirido computadores e acesso a grande rede.
Dentro deste cenário, o empresário deve projetar seus investimentos no canal web para resultados de curto, médio e longo prazo.
O que sua empresa está fazendo para acompanhar a (r)evolução denominada internet?
Deve ter sido assim quando inventaram o rádio, depois quando inventaram a televisão, depois quando criaram o computador e por aí vai: muita especulação sobre a co-existência das mídias antigas perante as novas ferramentas. É o que acontece agora, com a publicidade online, a cada dia mais fervilhante, em relação à propaganda tradicional.
“Há competição, muita. Mas ela é saudável se soubermos aproveitar, já que o mercado de publicidade está aquecido como um todo. Vai se sair bem quem souber trabalhar com multimeios, ou seja, usando as mídias tradicionais e as potencialidades imensas da web”, declarou o diretor de Negócios de Mídia da AgênciaClick, André Chueri, falando sobre o assunto nesta quarta-feira, 14, durante o IAB Media 2008, realizado em Porto Alegre.
O evento foi promovido pelo IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau Brasil) para apresentar um panorama da publicidade digital no país. Outro palestrante foi o presidente da entidade e diretor geral do Terra, Paulo Castro. “As empresas estão se perguntando hoje o que fazer, se continuar com suas agências publicitárias de sempre ou partir para contratos com companhias que trabalhem com a mídia web. A resposta é simples: integração. É preciso integrar as mídias, utilizar-se de todas para realmente atingir o público”, declarou o gestor.
Fábia Juliasz, diretora executiva do Ibope/NetRatings e outra painelista do IAB Media, concorda inteiramente com a idéia. Porém, é ainda mais enfática quanto à Internet. “É preciso investir nas mídias tradicionais, sim. Mas não fique de fora da web, que hoje atinge públicos em casa, no trabalho, em lan houses, espaços públicos e até na rua, pelo celular. Não faz sentido não ter presença neste meio”, salientou ela.
O discurso é sustentado por números do próprio Ibope/NetRatings. Segundo pesquisa do instituto, o Brasil possui atualmente em torno de 40 milhões de internautas com 16 anos ou mais. Com este índice, o país fica à frente do Reino Unido, que possui 38,9 milhões; da França, com seus 32,5 milhões; da Itália, com 31,5 milhões, e da Espanha, com 26,7 milhões. Liderando o ranking, entretanto, estão os Estados Unidos, com 193,7 milhões de internautas.
Ainda de acordo com Fábia, de 2006 para 2007 o percentual de acesso domiciliar à Internet no Brasil subiu de 42% para 47%, enquanto no local de trabalho a ascensão foi de 21% para 23%. Já entre 2000 e 2008, a quantidade de usuários de web ativos únicos no país triplicou: de 08 milhões para 24 milhões.
Para a diretora do Ibope, não precisa dizer mais nada. “Destes 24 milhões de usuários únicos, o tempo médio de navegação na web é de 24 horas por mês. Um dia inteiro, isso na média! Ou seja: se algum anunciante ainda tinha dúvidas sobre se lançar ou não à Internet, creio que se dissolva aqui!”, finalizou.
A Associação Brasileira de Marketing Direto (ABEMD) elaborou esta relação de “Boas maneiras” para contribuir na estruturação de ações de e-mail marketing. Trata-se de uma série de recomendações que conduzem a uma utilização ética, pertinente e responsável do e-mail como ferramenta de marketing. Estas orientações se fundamentam no respeito aos destinatários das ações e, também, no uso adequado da internet, o que certamente contribuirá para as empresas alcançarem os resultados desejados e construírem um relacionamento sólido e de confiança mútua com clientes e prospects.
Ética.
Atuar dentro do Código de Ética da ABEMD, que conceitua detalhadamente as boas práticas no Marketing Direto.
Opt in.
O primeiro recebimento é muito importante, porque marca o início da relação. É preciso ter permissão para prosseguir o relacionamento, por meio do opt in do receptor, tanto quando ele procura como quando é procurado.
Quando é a pessoa quem procura a empresa, o campo onde é feita a opção pelo recebimento da mensagem deve estar visível e com descrição clara do produto ou serviço oferecido.
Quando é a empresa quem procura a pessoa, tratando-se do primeiro contato deve-se informar como foi possível chegar a ela, explicitar o produto ou serviço oferecido e apresentar de forma visível a alternativa opt in. Se a pessoa não responder o e-mail com essa alternativa assinalada, deve-se entender que não deseja receber novas mensagens.
Opt out.
Toda mensagem precisa ter opt out. É prerrogativa do receptor decidir o momento em que não quer mais receber mensagens de determinado emissário.
Uso do endereço eletrônico.
Quando houver cadastro prévio, deve ficar claro que o endereço eletrônico poderá ser utilizado para o envio de mensagens comerciais, ou seja, na geração de leads próprios ou, se for o caso, repassado também com a finalidade de envio de mensagens comerciais. E o receptor deve manifestar sua concordância com isso.
Tamanho dos arquivos.
Procure sempre limitar o tamanho dos arquivos enviados, seja no corpo das mensagens ou nos anexos. Deve-se ter sempre em mente o público da média inferior em capacitação tecnológica (software, hardware e modalidade de conexão). Sugere-se mensagens no formato txt ou html, este último com tamanho máximo de 12 KB, e que as figuras (gif’s) não estejam anexadas na mensagem, mas sim localizadas em servidor próprio.
Auto-executáveis.
Não devem ser enviados arquivos com auto-funcionamento. Os auto-executáveis são arquivos que os programas gerenciadores de e-mail conseguem ler e interpretar, iniciando automaticamente algum processo que não é necessariamente desejado pelo receptor. Essa modalidade de arquivo também torna o sistema vulnerável à transmissão de vírus (voluntária ou não).
Relevância.
O consumidor não se incomoda em receber uma mensagem de cunho comercial, desde que seja relevante para ele. Portanto, preocupe-se sempre com o conceito de relevância.
Freqüência.
Deve-se preferencialmente oferecer ao cliente que assinale a opção de sua preferência na freqüência de recebimento de informações ou solicitar que ele opte entre as diversas alternativas de periodicidade que lhe são oferecidas. Quando não for possível oferecer que faça a opção, deve-se deixar claro qual a freqüência de envio das mensagens.
Política de relacionamento.
É sempre conveniente que se tenha clareza na política de relacionamento adotada, o que pode ser feito por meio de um contrato/compromisso assumido formalmente com o consumidor.
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